
SÉRIE SOPRO EM SUSPENSÃO
Sopro em Suspensão nasce no instante em que o vidro, a cerca de 1 500 °C, se torna matéria viva e maleável. É nesse limiar que Adosa se aproxima da criação não para dominar, mas para escutar: o seu sopro encontra o calor, o gesto encontra a matéria, e a forma nasce desse diálogo entre intenção e entrega. Entre o que ainda é fluxo e o que começa a fixar-se, cada peça guarda a memória de um instante irrepetível. A luz parece permanecer suspensa no vidro, como se o sopro que lhe deu forma continuasse a respirar no interior da matéria.
Sopro em Suspensão celebra essa passagem entre o efémero e o permanente. O vidro torna-se metáfora da própria existência: frágil, mutável e imprevisível, mas capaz de transformar um breve gesto em algo que permanece.
